CONSIDERAÇÕES SOBRE A GUERRA: A ESTUPIDEZ, A MEDIOCRIDADE E OS VELHOS
NEGÓCIOS
Laerte Braga
A obsessão em oferecer a cabeça de Saddam Hussein ao pai, não é bem uma
reverência que George Bush imagina fazer à figura paterna. É quase que
uma vingança. Bush foi tratado o tempo todo, desde a adolescência, como
alguém inútil, sem condições de outra coisa que não ser sustentado pela
família, enquanto o irmão Jeb, governador da Flórida, era o preferido
para representar o clã e os interesses dos grupos à sua volta, na política.
Quando decidiu ser candidato a presidente e disputar a indicação do
Partido Republicano, houve dúvidas sobre se George Bush era o ideal para
os negócios, ou se era preferível um outro nome. Essas dúvidas foram
manifestas várias vezes e em todas elas Bush retrucava com a expressão
vamos ver.
Candidato, o grupo se rendeu a evidência, ao fato consumado e começou a
montagem da campanha, preparou a fraude em alguns distritos de Miami,
como cercou George Bush para evitar um desastre que significasse a perda
do poder por mais 4 anos.
A presidência basta a Bush. Está acostumado a ser dirigido, com um
script que já conhece direitinho, de cor e salteado, de tanto que vem
cumprindo, desde os tempos de governador do Texas. Conhece suas
limitações. Basta, para ele, que as pessoas pensem que governa alguma
coisa, ou mesmo que não pensem, a assinatura que vai nos papéis da
presidência é dele, George Bush.
Estupidez, mediocridade e os velhos negócios. Essas as
características, esses os objetivos dos terroristas que o cercam. Muito
mais perigosos que ao tempo de Bush pai.
Eu imagino até que Bush filho, nos seus delírios (costumam provocar
engasgo com pretzel), tenha sonhado chegar a Washington montado num
cavalo branco, à frente das tropas americanas e uma legião de mariners
carregando a cabeça de Saddam na velha bandeja de prata.
A guerra para Bush é isso. Para terroristas como, Dick Chaney, Donald
Rumsfeld, Condolessa Reece, Ari Flectcher, não. A guerra significa
ganhos, poder, controle da esmagadora maioria das reservas mundiais de
petróleo e, ao mesmo tempo, sinal para o mundo que o poder é deles. Algo
assim como a frase do herói infanto-juvenil, He-Man: eu tenho a força.
Nunca foi dita de graça, faz parte da ideologia de dominação do
capitalismo norte-americano.
Os constantes bombardeios de alvos civis em Bagdá estão longe de poderem
ser classificados como erro. São deliberados e fazem parte da estratégia
cruel e estúpida de quebrar a resistência desses civis e provocar uma
rebelião contra Saddam, isso por que está difícil entrar na capital do
Iraque sem um alto preço em vidas, o que pode atrapalhar planos
políticos dos terroristas da Casa Branca.
A hipótese de usar a mãe de todas as bombas, 10 toneladas de
explosivos, não deve ser descartada. Com toda a certeza vão usar o
argumento, o mesmo de Hiroshima: algumas vidas pelas vidas da maioria.
Nunca é demais lembrar a frase da sobrevivente, no magistral filme de
René Clair, Hiroshima mon Amour: a saída, onde fica a saída?
É válida para um contexto bem mais amplo que aquele inferno provocado
pelos norte-americanos diante de um Japão já derrotado.
O que há na Casa Branca é uma terrível mistura de mediocridade,
estupidez e negócios, a partir de uma quadrilha de terroristas insanos
na cobiça e na crueldade. Sem limites em sua perversidade.
O que torna Blair, Aznar e Berlusconi, o primeiro ministro da Austrália,
o dinamarquês, figuras repulsivas, é o cinismo e a hipocrisia que,
certamente, vai lhes custar caro. A subserviência com que se atiram às
migalhas do poder imperial, no pressuposto que se lhes cabe algum papel
que não o de buchas de canhões.
A resistência do povo iraquiano, Saddam aqui chega a ser irrelevante, é
decisiva para todo o mundo. Foi essa vontade de não ceder aos invasores
que aumentou o contingente de pacifistas pelo mundo. Como aumentou a
responsabilidade dos povos soberanos no processo de luta contra a guerra
e para impedir que a reconstrução do Iraque se faça pelas mãos dos
patrões de Chaney e os outros terroristas do governo norte-americano.
Que está fazendo cair a máscara dos bandidos e torna-los conhecidos de
todos.
O vamos ver de Bush foi e continua sendo apenas a teima de um idiota
em se mostrar capaz de atingir o topo. A fraude de Jeb, não. Foi a ação
do terrorismo contra a liberdade.
Os civis no Iraque, neste momento, nesta lógica repugnante, são os alvos
preferidos das bombas ditas inteligentes. De um lado o terror
norte-americano jogando a cartada decisiva para a reeleição do idiota,
ou o moita, em 2004, o que quer dizer dinheiro, controle. O sacrifício
de um povo, de todos os povos, pelos velhos negócios da turma do Texas.
NEGÓCIOS
Laerte Braga
A obsessão em oferecer a cabeça de Saddam Hussein ao pai, não é bem uma
reverência que George Bush imagina fazer à figura paterna. É quase que
uma vingança. Bush foi tratado o tempo todo, desde a adolescência, como
alguém inútil, sem condições de outra coisa que não ser sustentado pela
família, enquanto o irmão Jeb, governador da Flórida, era o preferido
para representar o clã e os interesses dos grupos à sua volta, na política.
Quando decidiu ser candidato a presidente e disputar a indicação do
Partido Republicano, houve dúvidas sobre se George Bush era o ideal para
os negócios, ou se era preferível um outro nome. Essas dúvidas foram
manifestas várias vezes e em todas elas Bush retrucava com a expressão
vamos ver.
Candidato, o grupo se rendeu a evidência, ao fato consumado e começou a
montagem da campanha, preparou a fraude em alguns distritos de Miami,
como cercou George Bush para evitar um desastre que significasse a perda
do poder por mais 4 anos.
A presidência basta a Bush. Está acostumado a ser dirigido, com um
script que já conhece direitinho, de cor e salteado, de tanto que vem
cumprindo, desde os tempos de governador do Texas. Conhece suas
limitações. Basta, para ele, que as pessoas pensem que governa alguma
coisa, ou mesmo que não pensem, a assinatura que vai nos papéis da
presidência é dele, George Bush.
Estupidez, mediocridade e os velhos negócios. Essas as
características, esses os objetivos dos terroristas que o cercam. Muito
mais perigosos que ao tempo de Bush pai.
Eu imagino até que Bush filho, nos seus delírios (costumam provocar
engasgo com pretzel), tenha sonhado chegar a Washington montado num
cavalo branco, à frente das tropas americanas e uma legião de mariners
carregando a cabeça de Saddam na velha bandeja de prata.
A guerra para Bush é isso. Para terroristas como, Dick Chaney, Donald
Rumsfeld, Condolessa Reece, Ari Flectcher, não. A guerra significa
ganhos, poder, controle da esmagadora maioria das reservas mundiais de
petróleo e, ao mesmo tempo, sinal para o mundo que o poder é deles. Algo
assim como a frase do herói infanto-juvenil, He-Man: eu tenho a força.
Nunca foi dita de graça, faz parte da ideologia de dominação do
capitalismo norte-americano.
Os constantes bombardeios de alvos civis em Bagdá estão longe de poderem
ser classificados como erro. São deliberados e fazem parte da estratégia
cruel e estúpida de quebrar a resistência desses civis e provocar uma
rebelião contra Saddam, isso por que está difícil entrar na capital do
Iraque sem um alto preço em vidas, o que pode atrapalhar planos
políticos dos terroristas da Casa Branca.
A hipótese de usar a mãe de todas as bombas, 10 toneladas de
explosivos, não deve ser descartada. Com toda a certeza vão usar o
argumento, o mesmo de Hiroshima: algumas vidas pelas vidas da maioria.
Nunca é demais lembrar a frase da sobrevivente, no magistral filme de
René Clair, Hiroshima mon Amour: a saída, onde fica a saída?
É válida para um contexto bem mais amplo que aquele inferno provocado
pelos norte-americanos diante de um Japão já derrotado.
O que há na Casa Branca é uma terrível mistura de mediocridade,
estupidez e negócios, a partir de uma quadrilha de terroristas insanos
na cobiça e na crueldade. Sem limites em sua perversidade.
O que torna Blair, Aznar e Berlusconi, o primeiro ministro da Austrália,
o dinamarquês, figuras repulsivas, é o cinismo e a hipocrisia que,
certamente, vai lhes custar caro. A subserviência com que se atiram às
migalhas do poder imperial, no pressuposto que se lhes cabe algum papel
que não o de buchas de canhões.
A resistência do povo iraquiano, Saddam aqui chega a ser irrelevante, é
decisiva para todo o mundo. Foi essa vontade de não ceder aos invasores
que aumentou o contingente de pacifistas pelo mundo. Como aumentou a
responsabilidade dos povos soberanos no processo de luta contra a guerra
e para impedir que a reconstrução do Iraque se faça pelas mãos dos
patrões de Chaney e os outros terroristas do governo norte-americano.
Que está fazendo cair a máscara dos bandidos e torna-los conhecidos de
todos.
O vamos ver de Bush foi e continua sendo apenas a teima de um idiota
em se mostrar capaz de atingir o topo. A fraude de Jeb, não. Foi a ação
do terrorismo contra a liberdade.
Os civis no Iraque, neste momento, nesta lógica repugnante, são os alvos
preferidos das bombas ditas inteligentes. De um lado o terror
norte-americano jogando a cartada decisiva para a reeleição do idiota,
ou o moita, em 2004, o que quer dizer dinheiro, controle. O sacrifício
de um povo, de todos os povos, pelos velhos negócios da turma do Texas.
