terça-feira, março 18, 2003



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Para:
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Assunto:
[R-Alfa] AQUI as PROVAS dos riscos que trazem os Transgênicos - Ed 328 Ano VI - [102.846 Assinantes]



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Edição: 328 Ano: VI
Enviada em: 18 de março de 2003
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NÃO EXISTEM PROVAS CONTRA OS TRANSGÊNICOS?



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.
Transgênicos: A Mutação do Consumidor

.

O governo brasileiro deve decidir sobre a liberação da soja transgênica
cultivada no Rio Grande do Sul ilegalmente, através de contrabando das
sementes da Monsanto. Ou proíbe punindo alguns poucos agricultores, ou
libera colocando toda a população brasileira sob o risco dos
transgênicos.


por Ventura Barbeiro

venturasbarbeiro@ig.com.br

O autor é engenheiro agrônomo, formado pela ESALQ-USP em 1990, já
publicou vários artigos sobre o tema Transgênicos e esteve no Monsanto
Life Science Center, em S. Lois (EUA), em 1991, onde conheceu a soja
Roundup Ready em laboratório, 3 anos antes de ser liberada no meio
ambiente, primeiro em Porto Rico, depois dos Estados Unidos.




Mas afinal o que são os transgênicos e quais são estes riscos tão
comentados, mas pouco divulgados. Muito estranhamente, corre a falsa
informação que não existe nada comprovado cientificamente. Muito pelo
contrário, países altamente favoráveis aos transgênicos como Inglaterra,
França e Alemanha, diante das comprovações científicas, colocaram sérias
restrições ao cultivo experimental e comercialização destes organismos.

As pesquisas com transgenia iniciaram na década de 70 com estudos sobre
a forma como uma bactéria causava tumor em plantas. A bactéria injeta
uma parte de seu código genético que liga-se ao DNA da planta criando
células mutantes. Estas células formam um tumor. As células mutantes da
planta passam a roubar nutrientes e enviar para a bactéria.

O gene é responsável por uma função particular de um organismo, como cor
do olho, tamanho, resistência ao frio; cada característica de um
organismo é codificada por um gene, portanto podemos tratar o código
genético como a receita de um ser vivo.

Este mecanismo foi copiado, o trecho de DNA de bactéria chamado Ti
(tumor inducing) é usado em biotecnologia para levar os genes de
interesse comercial para o organismo alvo.

O termo transgênico foi utilizado pela primeira vez em 1982, por Gordon
e Ruddle, designando um animal ou planta cujo código genético sofreu
mutação pela adição de um ou mais genes, não importando a proveniência
destes.

O novo ser criado em laboratório tem a composição química alterada, pois
novas proteínas são produzidas devido a modificação genética. Apesar do
organismo modificado ser substancialmente equivalente e ter a mesma
aparência externa, muitas novas substâncias são geradas em seu interior.


A produção de uma proteína no interior da célula é uma sequência de
reações químicas, envolvendo a decodificação do código genético, a
agregação dos componentes das proteínas e finalmente a criação da
molécula protéica. Nestes passos intermediários é possível surgir novos
produtos químicos, pelas reações entre os componentes secundários do
complexo processo de criação de uma molécula protéica.

Isto explica graves acidentes ocorridos com organismos transgênicos.

Em 1980 a indústria japonesa Showa Denko K.K. usou bactéria transgênica
para produzir triptofano, um amino-ácido usado como suplemento
alimentar. Uma toxina mortal foi produzida devido a alteração no
metabolismo interno do microorganismo. A aceleração do processo de
criação da molécula de triptofano gerou reações entre substâncias
intermediárias criando a toxina mortal. Isto levou a morte nos EUA, onde
o produto foi vendido, de 35 pessoas e mais de 1500 ficaram com
problemas físicos permanentes.

Outro grave acidente ocorreu quando a empresa Aventis introduziu, em
1998, um milho modificado para produzir a toxina de uma bactéria. Usou
uma tecnologia conhecida pela sigla "Bt". O milho, chamado StarLink, foi
comercializado mesmo com restrições. Devido a polinização cruzada e
mistura nos armazéns, contaminou em torno de 40% da produção de milho
norte-americano. Causou graves reações alérgicas em seres humanos devido
a presença de uma proteína designada Cry9C. Esta proteína não esta
presente em outros milhos com a tecnologia Bt.

Este milho foi liberado com a restrição de ser usado apenas na
alimentação animal, mas devido a polinização (cruzamento sexual através
do ar) contaminou outras lavouras de milho e na comercialização era
misturado ao milho comum. O milho comum misturado com o transgênico
perdeu o seu valor de mercado, levando os produtores a grandes prejuízos
e vários consumidores a ter reações alérgicas graves. A rede
norte-americana Taco Bell e uma associação de produtores de milho
processou judicialmente a Aventis por este episódio.

O milho pode fazer o cruzamento sexual através do ar (polinização) com
outra planta de milho a uma distância de até 10 quilômetros, dependendo
do vento. Ou seja, uma lavoura transgênica contamina todas as plantas
naturais em um amplo raio ao seu redor.

"Não existe alternativa científica para um teste toxicológico rigoroso
que garanta segurança alimentar para alimentos geneticamente
modificados", afirmam os cientistas do Institute of Science in Society.

Um dos grandes impedimentos das mutações induzidas é o silenciamento
genético. Os genes inseridos são impedidos de manifestarem-se através de
um mecanismo de proteção chamado barreira entre espécies. Este mecanismo
existe para impedir que o código genético do alimento ou de
microorganismos possa alterar a composição genética de um ser vivo.
Imaginem algumas de nossas células cruzando com o DNA da alface de nosso
lanche ou com o fungo de uma micose. Este cruzamento não ocorre devido a
esta barreira criada ao longo de milhões de anos.

Para romper a barreira entre espécies um conjunto de genes é inserido na
planta transgênica junto com o gene de interesse comercial.
Especialmente do código genético de um organismo que ataca as nossas
células injetando o código genético dele, o vírus. Os alimentos
transgênicos não possuem "um gene inserido", o correto é dizer "vários
genes de diferentes organismos inserido".

Um dos trechos amplamente usado é o CaMV35S, de um vírus que tem
semelhança genética com o vírus do HIV, Leucemia Humana e Hepatite B.
Atua como promotor de expressão genética, obrigando o gene de interesse
comercial a trabalhar intensamente. Este trecho, por estar presente em
praticamente todos os transgênicos, é usado como marcador em analise de
transgenia em alimentos.

Em 1997, a equipe do cientista alemão Doerfler demonstrou que este
trecho de DNA de vírus, o CaMV35S, passa pela barreira intestinal, entra
na corrente sanguínea e liga-se ao código genético de algumas células do
consumidor.

Este comportamento foi observado apenas em alimentos transgênicos devido
a presença de trechos especiais de DNA geneticamente instável, não
encontrado em alimentos naturais. Alguns cientistas têm apontado que o
gene promotor derivado do vírus CaMV pode constituir-se em perigo para a
saúde, possivelmente perigo de câncer.

Cientistas ligados os PSRAST (Médicos e Cientistas para o uso
Responsável da Ciência e Tecnologia) - www.psrast.org
- afirmam: "como este DNA viral pode terminar
em nossas células, não podemos considerar sensato aprovar tal comida sem
descobrir se é seguro ingerir uma quantidade tão grande deste gene de
vírus, como ocorre quando comemos alimentos transgênicos."

O Institute of Science in Society - www.i-sis.org.uk
- criou um manifesto em repudio à liberação
dos transgênicos e pela defesa da agricultura orgânica sustentável que
conta com a assinatura de 567 cientistas de 69 diferentes países.

Podemos entender agora, com estas informações, a razão pelo repudio tão
grande aos alimentos modificados geneticamente e a sua proibição ou
fortes restrições aplicados em inúmeros países como China, Rússia, Japão
e União Européia.

Podemos entender também a razão da rotulagem, exigido na Europa, da
carne do animal que comeu transgênico. O código genético do alimento
transgênico é encontrado nos músculos e órgãos internos do animal
alimentado com ração geneticamente modificada.

Afinal, com tanta oposição qual a razão de investir tanto na tentativa
de liberação destes alimentos, mesmo sem testes de segurança alimentar?

A planta transgênica é considerada um organismo artificial. Por ser
criada por um empresa pode ser patenteada. Para plantar um organismo
patenteado o agricultor deve pagar o preço da semente e mais uma taxa
pelo uso da tecnologia. Devido a contaminação das espécies naturais com
os genes dos transgênicos, através da polinização, as plantas naturais
contaminadas tornam-se organismos cobertos por uma patente e o
agricultor sujeito a ser processado pelo uso da tecnologia.

Mentira enorme essa de aumento de produção, mais nutritivos ou redução
do uso de venenos. O objetivo é dominar todos os agricultores do mundo
através da patente das plantas cultivadas como o arroz, feijão, trigo,
batata. Iniciaram pelas quatro plantas mais cultivadas em todo o mundo:
milho, soja, batata e algodão.

A introdução dos transgênicos no Brasil significaria um lucro estimado
em bilhões para estas empresas multinacionais. Enquanto esta liberação
não acontece, a produção de soja e milho não transgênico coloca o Brasil
em grande vantagem no mercado internacional, conseguindo até mesmo
incentivos e preços maiores para o nosso produto. O lucro, por enquanto,
está ficando com os agricultores brasileiros.

Contatos com o autor:
venturasbarbeiro@ig.com.br


Referência bibliográfica:

Bonneville et al. RNA Genetics Vol. 11, Retroviruses, Viroids and RNA
Recombination pag 23-42, 1988.

Doerfler, W., Schubbert, R. Uptake of foreign DNA from the enviroment:
The gastrointestinal tract and the placenta as portals of entry. -
Wiener klinische Wochenschrift, n 110, 2, 1998.

Einspanier R, Klotz A, Kraft J et al (2001). European Food Research and
Technology Abstract Volume 212 Issue 2 (2001) pp 129-134 The fate of
forage plant DNA in farm animals: a collaborative case-study
investigating cattle and chicken fed recombinant plant material

Inose, T. Murata, K. Int. J. Food Science Tech. 30: 141-146, 1995.
Unexpected appearance of a toxic and mutagenic metabolite,
methyl-glyoxal, at the genetic engineering of a yeast to increase
fermentation rate.

Hogendoorn, H., Ho, M. W. ISIS News, edição 13/14, 2002.

Nordlee, J.A. et al.The New England Journal of Medicine 14: 688-728;
1996. Appearance of allergy against nut allergenes at the insertion of a
nut gene into a soy bean.

Schubert, R., Renz, D., Schimtz, B. e Doerfler, W. "Foreign (M13) DNA
ingested by mice reaches peripheral leukocytes, spleen and liver via the
intestinal wall mucosa and can be covalently linked to mouse DNA" -
Proceedings of National Academy of Science USA, n 94, pag 961-966, 1997.


Schubbert R, Hohlweg U, Renz D and Doerfler W (1998). "On the fate of
orally ingested foreign DNA in mice: chromosomal association and
placental transmission to the fetus" (1998) Mol Gen Genet 259: 569-576

Violand BN et al. Protein Science. 3:1089-97, 1994. Unexpected
appearance of an abnormal aminoacid, epsilon-N-acetyllysine, in the
production of bovine growth hormone by a genetically engineered
bacterium.

Xiong e Eickbush, EMBO Journal 9, 3353, 1990.

Revista World Watch, Vol. 14 No 6 Pag 5-6



HÁ MOMENTOS DE RECLAMAR. HÁ MOMENTOS PARA AGIR.

ESTE É O MOMENTO PARA AGIR.



ERRATA:

A palestra de Aldo Novak sobre o Avião do Pentágono será no mês de
ABRIL.





Dia
26
de ABRIL de 2003

Aldo Novak apresenta:

O Avião Fantasma do Pentágono

Onde está ele?

SÃO PAULO

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Mensagem



De:
Laerte Braga
Data:
Mon, 17 Mar 2003 22:12:15 -0300
Para:
redepraxis
Assunto:
*BR* Lutar por fora, lutar por dentro



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LUTAR POR FORA, LUTAR POR DENTRO


Laerte Braga


Espanhóis, ingleses e italianos não merecem Aznar, Blair ou Berlusconi.
Bush é produto de uma fraude eleitoral acintosa e referendada pela
Suprema Corte dos Estados Unidos. Menem ameaça voltar na Argentina. FHC,
corrupto, venal, deita falação sobre como o mundo deve ser. Generais
golpistas e corruptos do Paquistão viram aliados democráticos e sadios
dos norte-americanos.
O governo turco negocia por 30 dinheiros permissão para que terroristas
fardados usem bases e seu território e espaço aéreo para um massacre
anunciado com pompa e circunstância por um maluco que se acredita
enviado dos céus.
A democracia cristã e ocidental está falida. Precisa ser repensada.
O extraordinário avanço dos meios de comunicação transformou o mundo
mais do que numa aldeia global. Num processo de embotamento que leva
milhões de telespectadores, num país como o Brasil, a ficarem extasiados
com quem come quem num programa vulgar e chulo chamado Big Brother,
bem ao estilo do grande irmão do norte.
Quando falham as palavras, o perverso processo de dominação pela
alienação, surgem as bombas de 10 toneladas, chamadas de mãe de todas
as bombas.
Há cerca de duas horas ouvi alguns jovens discutindo sobre a tal bomba.
Cada qual procurando mostrar maior conhecimento do artefato, digamos
assim. Embevecidos com a tecnologia que permitiu a sua construção.
Nenhuma preocupação com o efeito destruidor, terrível e cruel, que advém
dessa tecnologia.
Tecnologia da morte, da irracionalidade. Da loucura.
Ângelo Dundee, notável treinador de box, costumava dizer que existem
duas formas de lutar: lutar por dentro, ou lutar por fora. Para
Dundee, que treinou Muhamad Ali, lutar por dentro, significa aceitar o
jogo do adversário, lutar levando em conta as características do
oponente. Lutar por fora quer dizer fazer a sua luta, conquistar a sua
vitória, sem desprezar o adversário. Sem ignora-lo.
Dundee gostava que seus lutadores lutassem por fora.
O discurso de Bush coroa a farsa de meses de discussão sobre o
desarmamento do Iraque. Arrastou consigo figuras como Blair, Berlusconi,
Aznar e outros, vendendo a idéia de livrar o mundo de um facínora, Saddam.
Pouco importa quem seja Saddam, milhares de iraquianos irão morrer na
cobiça do petróleo, na vontade imperial de um louco.
O discurso de Bush foi um ato de desprezo pela vida, pelo ser humano,
pela liberdade. Saddam é só o pretexto. Foi aliado ontem.
E depois? Quem vem? Chavez? Uma operação para conquista da Amazônia, via
Colômbia, na farsa do combate ao narcotráfico?
O Irã?
As ameaças dos norte-americanos ao governo da França dão bem a dimensão
do terrorismo que se instalou na Casa Branca. Ouvir ou ver Colin Powell
falando é um exercício que causa engulhos. Ou o cinismo de Blair. O
silêncio covarde de uma figura medíocre como Aznar.
Não há o que falar ou comentar, ou analisar sobre o ataque dos Estados
Unidos ao Iraque. Tudo já foi dito.
Exceto que é preciso lutar por fora para que o verdadeiro terror seja
enfrentado e possamos sobreviver com o mínimo de dignidade.
Terminou na verdade a hora de Bush. Das meias palavras. Dos eufemismos.
O que está para acontecer é um retrocesso inaceitável para os povos do
mundo e nem os americanos querem mais aceitar tamanha vergonha. Já
carregam muitas ao longo de sua história e sempre por conta de figuras
hediondas como Bush.
O presidente/terrorista conta com uma vitória rápida para não enfrentar
a reação da opinião pública e conta com uma operação para reconstruir o
Iraque, descendo dos céus e anunciando novos tempos e novos donos do
petróleo.
Por pior que Jacques Chirac possa ser, ou o chanceler alemão, lembram o
bêbado do romance de Victor Hugo, Os Miseráveis que ao perceber que os
companheiros revolucionários seriam fuzilados, levanta-se da cadeira e
num assomo de dignidade, alinha-se a eles e morre pelas balas da insensatez.
É preciso que continuem perfilados, lutando por fora, para que a
humanidade possa sobreviver diante da mãe de todas as loucuras, uma
guerra podre, desumana, uma vilania incomensurável.



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Midi@lerta

17/03/2003





Manchetes dos jornais de hoje em Porto Alegre


Jornal do Comércio – Bush diz que o prazo da ONU termina hoje



O Sul – Bush confirma que termina hoje prazo para o Iraque se desarmar.



Correio do Povo – Bush dá ultimato à ONU



Zero Hora – Bush avisa que hoje será o momento da verdade para o mundo



Diário Gaúcho – Quatro mil vidas dominadas pelo terror






O espaço da guerra


Apenas no Diário Gaúcho a guerra não foi manchete de capa. Mas o jornal popular da RBS dedicou a página 6 aos preparativos de Bush para arrasar e ocupar o Iraque: “’Momento da verdade’ é nesta segunda-feira”. Ao todo, os diários de Porto Alegre dedicaram nove páginas ao conflito. – Zero Hora (4, 5 e 22), O Sul (18, 19 e 20), Jornal do Comércio (15) e Correio do Povo (6) – limitando-se, em geral, a reproduzir material das agências de notícia. A exceção foi ZH, que enviou um correspondente à região o Golfo.





Jornais destacam reunião do PT


Os quatro principais jornais da capital gaúcha deram grande importância para a reunião do diretório nacional do PT, reunido no final de semana, quando foi aprovado o ajuste fiscal adotado pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci. O tema apenas perdeu em importância para a guerra EUA-Iraque.

O jornal Zero Hora deu com bom destaque, na página 6, a matéria “PT dá aval à política do governo”. O Correio do Povo traz na página 2, a matéria “PT aprova medidas da gestão Lula”. Com um tom mais amplo, o Jornal do Comércio publica na página 15 “Sociedade espera ação mais eficaz do governo”. O Sul por sua vez, dá uma provocada, na matéria da página 4 “PT cada vez mais light”.





Movimento de pecuaristas repercute


A movimentação dos ruralistas em Santana do Livramento, nas proximidades do assentamento dos sem-terra, às margens da BR 158, ganhou destaque nas páginas de Zero Hora e Correio do Povo. As duas matérias apresentam algumas diferenças, a começar pelo enfoque nos títulos: ZH (p. 27), “Ruralistas cercam MST”, dá um tom de ameaça e superioridade, enquanto o Correio do Povo ( pg. 8) “Ruralistas mantêm-se mobilizados”, é neutro e informa.

Outra diferença diz respeito ao número de fazendeiros reunidos no movimento. ZH notícia no olho da matéria “mais de 500 ruralistas da Fronteira...”, enquanto o Correio do Povo, na metade do segundo parágrafo, informa que “os pecuaristas (são) cerca de 250 – liderados por representantes de sindicatos rurais de seis municípios...”. Ou seja, uma diferença de 250 camionetas.





Tolerância zero


Aos poucos, os defensores da “tolerância zero” voltam ao ataque. O assunto é tratado na página 3 do Jornal do Comércio, e no jornal O Sul, onde o colunista R. Mendelski (p.21) continua sua campanha pela revogação dos direitos humanos.





Tributo à política externa de Lula


“Lula explora brechas da diplomacia de Bush” é o título da página 16 da ZH de domingo (16). “A audácia de Lula pode ser medida pela militância telefônica”, afirma o jornal da RBS, observando que o presidente brasileiro fez nove ligações internacionais para chefes de estado, três delas para Jacques Chirac, da França. Na mesma edição (p.18), ZH entrevista o assessor de Relações Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que não deixa dúvidas quanto à posição brasileira no cenário político global: “Nossas declarações não tem caráter antiamericano”.





Critérios científicos na RBS


“É imprescindível que a precaução na área dos transgênicos se paute por critérios científicos”, clama ZH no editorial (“O custo da indefinição”, p.14) de hoje. É curioso que a RBS, que vem tomando posições favoráveis à política invasiva e nada científica da Monsanto, através de programas de tv e rádio e nos seus jornais, fale em critérios científicos, quando apenas defende nichos de mercado. Para ela, os EUA e a Argentina souberam lidar com os transgênicos. “Transformada em polêmica predominante no país neste início de século graças à indefinição oficial sobre o tema, superada com relativa facilidade em grandes exportadores de soja como Estados Unidos e Argentina, impõe um elevado custo para o país.” Não diz, no entanto, que os maiores mercados, como a China e a Europa, estão cada vez mais fechados para produtos geneticamente modificados cujos efeitos continuam desconhecidos para a ciência. “O país (Brasil), que não se preparou legalmente para os transgênicos, precisa encontrar caminhos para a convivência da pesquisa e dos avanços da biotecnologia com as necessidades dos cidadãos”. Ora, os cidadãos não têm necessidade de transgênicos, e a RBS confunde ciência com tecnociência, e confunde conhecimento com lucro rápido. Poderia informar-se numa cartilha http://www.idec.org.br/paginas/transgenicos_cartilha.asp, e depois aprofundar a questão, com cientistas do mundo inteiro, sem tirar critérios “científicos” da cartola.





Novo site


Zero Hora também anunciou (“Site Agrol apresenta novidades”, p.21) que “a partir de hoje o clicRBS publica o novo site Agrol (www,agrol.clicrbs.com.br)” para o segmento rural. Trata-se de uma parceria da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), conhecida defensora das tecnologias de terminação de sementes da Monsanto, e da empresa Planejar Brasil, da RBS.





Cobranças precipitadas


A mídia entendeu, há que corrigir rumos, no país e no mundo, começando com o que está mais próximo. É natural que os jornais cobrem do PT as mudanças para as quais ele foi eleito. O Correio do Povo conseguiu domingo (16), numa só página (2) retratar o quadro de insatisfações em torno do governo Lula, de apenas dois meses e meio. “Aliados põe em dúvida o Planalto”, diz o primeiro título. “Críticas incluem lentidão na reforma da Previdência, manutenção da política de FHC e alta dos juros”. A esmerada edição prossegue com “retrancas”, que são matérias relacionadas ao assunto principal. “Estão mais perdidos do que cego em tiroteio”, diz o segundo título, repetindo, entre aspas, o que os militantes do PSB de Bauru puseram na Internet (http://www.psb.org.br/pag/psbweb.htm). A bem da verdade, o Correio cita, dentro da matéria, o presidente do PSB do RS, deputado federal Beto Albuquerque, dizendo que as considerações dos filiados paulistas de seu partido são “mal intencionadas. Qualquer crítica programática só poderá ocorrer depois de seis meses de governo. Antes não podem ser consideradas sérias”. As queixas compiladas pelo CP incluem críticas do MST, de Leonel Brizola, do PPS, do PC do B nacional e da CUT/RS ao governo Lula.


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