sexta-feira, setembro 13, 2002

Gurizada!!!!


Hoje de noite todo mundo no caís do porto para a festa da campanha do FK !!!!

Com as presenças de Tarso , Rosseto e provavelmente do Pai Olívio na bocada.

Convite à cinco pilas com cerveja pra lá de barata.

O tarado psicótico aquí estará no comando do bar.

A coisa vai longe, ainda mais que hoje é sexta feira treze.

Há altas chances de se obter uma bruxinha na noite...

Ua!


Té mais para os amigos virtuais (os de carne,osso e cerveja vou ver hoje à noite) e obrigado pelas visitas...

Até segunda.

Bandas...

Eu não gosto muito de falar sobre música neste blo... Cada um cada um, e afinal, música é feita para se ouvir, e não para falar sobre...

Mas em todo caso, como sou o contraditório em pessoa mesmo...

Clica aquí e vai aprender alguma coisa sobre o melhor disco que eu ouví este ano.

Muito bom... Mesmo.
...

MÍDIA E PODER

Sei que vocês não curtem muito notas políticas, mas a esta altura do campeonato...


História da RBS revela como nascem e crescem monopólios da mídia

Marco Aurélio Weissheimer

Em quase meio século de existência, o grupo RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, exorbitou em muito os limites da concentração dos meios de comunicação no Brasil, segundo mostram os números da própria empresa. Desejo de expansão não se restringe à mídia, conforme mostra estudo que analisa a participação do grupo no processo de privatização da telefonia no país.


Em quase meio século de existência, o grupo RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, exorbitou em muito os limites da concentração dos meios de comunicação no Brasil. A observação foi feita pelo site AcessoCom (www.acessocom.com.br), organização coordenada pelo jornalista Daniel Herz que monitora as atividades de mídia no Brasil. AcessoCom publica boletins diários, pela internet, analisando as principais notícias sobre os meios de comunicação. Em seu boletim de 2 de setembro, comenta os números divulgados pela própria RBS no jornal Zero Hora sobre a expansão do grupo que detém o monopólio das comunicações no RS.

Segundo matéria de duas páginas publicada em Zero Hora, o grupo RBS chega aos 45 anos de existência reunindo 24 emissoras de rádio (AM e FM), 21 canais de TV, um portal de internet, uma empresa de marketing e um projeto na área rural, tendo participação na NET Serviços de Comunicação, maior operadora de TV a cabo do Brasil, e mantendo uma fundação social "dedicada à construção da cidadania". O boletim do AcessoCom lembra que, de acordo com o artigo 12 do Decreto 236 (28/2 de 1967), uma mesma entidade só poderá ter "concessão ou permissão para executar serviço de radiodifusão, em todo o País" no limite de 4 rádios AM e 6 FM por localidade, 3 AM de alcance regional e cinco emissoras de TV em VHF em todo o País, obedecendo o limite de duas por Estado. Os números publicados por Zero Hora ultrapassam de longe esse limite.

O nascimento de um império regional

A RBS começou a surgir em julho de 1957, quando Maurício Sirotsky Sobrinho comprou a Rádio Gaúcha, em sociedade com Arnaldo Ballvé, Frederico Arnaldo Ballvé e Nestor Rizzo. Em 1962, foi inaugurada a TV Gaúcha. Oito anos depois, em 1970, começou a operar na mídia impressa com o jornal Zero Hora. Segundo a matéria da própria ZH, a expansão da empresa se consolidou em 1970, quando foi criada a sigla RBS, de Rede Brasil Sul, "inspirada nas três letras das gigantes estrangeiras de comunicação CBS, NBC e ABC". A partir das boas relações estabelecidas com os governos da ditadura militar e da ação articulada com a Rede Globo, a RBS foi conseguindo novas concessões e diversificando seus negócios.

O grupo participou ativamente do processo de privatização da telefonia no Brasil. Segundo pesquisa realizada por Suzy dos Santos (do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Contemporâneas da Faculdade de Comunicação da UFBa e Sérgio Capparelli (do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Fabico/UFRGS), a RBS esteve presente em praticamente todos os momentos do processo de privatização das telecomunicações no país.

No governo Britto, RBS ingressa no negócio da telefonia

De acordo com esse estudo, em 16 de dezembro de 1996, ganhou a licitação para a privatização de 35% da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), comandada pelo então governador Antônio Britto (ex-funcionário da RBS), através do consórcio Telefônica do Brasil. Posteriormente, em 19 de junho de 1998, o controle acionário da CRT foi adquirido em leilão pela, agora, Telefônica do Brasil Holding, quando da venda dos 50,12% ainda restantes nas mãos do Estado. Na data da privatização da CRT, a composição acionária da Telefônica do Brasil era: Telefónica Internacional, 30%; RBS, 30%; e o restante das ações dividido entre a Portugal Telecom, 23%; a Iberdróla (empresa de energia espanhola), 7%; e o Banco Bilbao Vizcaya, 7%.

No entanto, a RBS sofreu uma pesada derrota neste processo. Segundo relatam Suzi dos Santos e Sérgio Capparelli, no mercado nacional existia um acordo informal entre a Rede Globo e a RBS que estabelecia lotes para a atuação dos grupos no setor de telecomunicações: a RBS se concentraria na região sul e a Globo no centro do país. Nos limites desse acordo, na divisão do Sistema Telebrás em três empresas de telefonia fixa, uma de longa distância e oito de telefonia celular, interessava à RBS, a aquisição da Tele Centro Sul e à Globo, a Telesp, a Telesp Celular ou a Tele Sudeste Celular (Rio de Janeiro e Espírito Santo). O planos das duas empresas foi por água abaixo a partir da aquisição, pela holding Tele Brasil Sul, da Telesp, por R$ 5,78 bilhões contra os R$ 3,965 bilhões ofertados pelo consórcio formado pela Globopar, o Banco Bradesco e a Telecom Itália. O lance pela Telesp foi definido sem o conhecimento da RBS. Com a aquisição da Telesp, legalmente, a empresa ficou impossibilitada de concorrer ao leilão da Tele Centro-Sul, vencido pela Solpart Participações - Banco Opportunity, Telecom Itália e fundos de pensão.

Um tiro no pé

Assim, em vez de solidificar a participação da RBS no mercado de comunicações da região Sul, a parceria com a Telefónica acabou sendo um tiro no pé do grupo: serviu de base para a entrada da operadora global no país e restringiu a expansão da RBS. O episódio estremeceu as relações entre as duas parceiras e abalou seriamente o planejamento da RBS. A empresa já tinha investido US$ 130 milhões na CRT, mas a possibilidade de compra das ações da Telefónica ou de algum outro participante da holding Tele Brasil Sul exigia a captação de mais recursos, condição prejudicada pela crise financeira internacional e a alta nos juros para títulos de dívidas. Outro personagem importante dessa história, o ex-governador Antônio Britto, após ser derrotado por Olívio Dutra nas eleições de 1998, acabou indo trabalhar como consultor do Banco Opportunity, que passou a administrar parte do controle acionário da CRT.

Ainda segundo o mesmo estudo, a RBS participou também do processo de licitações, ocorrido em 1996, da Banda B de telefonia celular associada ao jornal O Estado de São Paulo, ao grupo Safra, e às empresas norte-americanas Splice e Bell South. Ao contrário do Sistema Telebrás, onde não haviam limites ao capital estrangeiro, a licitação da Banda B previa o máximo de 49% de ações em propriedade de empresas internacionais, como nas concessões de TV a cabo. Ao todo, a RBS participou de quatro consórcios para a operação de telecomunicações BSE 20, BCP 21, Tele Brasil Sul 22 e Telefônica do Brasil Holding 23. Posteriormente, estes consórcios foram fundidos em dois: BCP, para as operações da Banda B de telefonia celular, e Tele Brasil Sul, para as operações de telefonia fixa e da Banda A de telefonia celular.

Os prejuízos resultantes da conturbada parceria com a Telefonica da Espanha obrigaram a RBS a adotar medidas drásticas de redução de custos nas empresas do grupo. Em setembro de 1998, o grupo demitiu 275 dos seus 6.300 funcionários. Além disso, extinguiu programas de incentivos e o reordenou gastos com produção de programação, entre outras ações administrativas que tiveram por objetivo diminuir 7% dos custos totais da empresa. Com a vitória do PT nas eleições estaduais de 1998 no RS, o processo de privatizações foi interrompido no Estado, o que coincidiu com a decisão da RBS de rever sua política de expansão em outros setores, especialmente na área da telefonia. O tema passou a integrar a pauta política no Estado. A privatização da CRT e as relações do ex-governador Antônio Britto com o Banco Opportunity tornaram-se um dos pontos mais polêmicos na sucessão estadual deste ano no Rio Grande do Sul. A campanha eleitoral começa a trazer à tona pontos obscuros desses negócio que fazem parte da história recente do Grupo RBS.


* Marco Aurélio Weissheimer é correspondente da Agência Carta Maior em Porto Alegre
*** Sexta-feira agora, dia 13, noite de festa das
candidaturas de Flavio Koutzii para a Assembléia
Legislativa e de Henrique Fontana para a Câmara dos
Deputados. A partir das 22h, no Armazém B do Cais do
Porto, com show de Kako Xavier e banda Patifaria. Tarso
e Rosseto vão estar por lá, comemorando com a gente.
Afinal, não é toda semana de eleição que Lula abre 20
pontos de vantagem, certo? Ingressos a cinco pilas.


Metamorfoses da língua na política gaúcha

FLAVIO KOUTZII
Acuado pela aproximação de Tarso Genro da dianteira das
pesquisas, o candidato Antônio Britto lançou na semana
passada o que chamou de "nova campanha" de ataques ao
PT. A campanha da tropa de choque brittista se iniciou
de fato em 1 de janeiro de 1999, mas isso é um detalhe.
O principal slogan agora, que ganhou a forma de cartazes
nas ruas, bordões no rádio e na TV, é "Diga Não às
Mentiras do PT". O contraponto simplório à frase "Sim ao
Rio Grande", mote da Frente Popular no Estado, é
acrescido de uma ofensa grave, "mentiras do PT", tema a
que decidimos dedicar este artigo.

De imediato, percebe-se que não está fácil para a equipe
da propaganda eleitoral gratuita rechear minutos
inteiros com "as mentiras do PT" de protagonista. Quando
lançado, o novo slogan apelava, cobrando explicações,
para o caso de Diógenes de Oliveira e as doações para o
Clube de Seguros da Cidadania. Na última quinta-feira,
dia 5 de setembro, Diógenes e o diretor da entidade,
Daniel Verçosa, foram absolvidos em primeira instância
da acusação de estelionato. Segundo o juiz Umberto
Guaspari Sudbrack, não houve crime de estelionato porque
nenhum dos doadores de recursos afirmou sentir-se
enganado por Diógenes. O Ministério Público também
reconheceu que não havia provas da denúncia. Onde estão
então as "mentiras do PT" neste caso?

Em mais um contorcionismo de linguagem, o programa de
Britto de ontem, segunda, dia 9, tentava colar a
expressão "mentiras do PT" às propostas de Lula para
implementar farmácias populares, de remédios
manipulados, em todo o Brasil. A lógica torta: Lula
estaria mentindo para o futuro porque no presente, no
primeiro governo da Frente Popular no Rio Grande do Sul,
25 farmácias de manipulação instaladas durante o governo
Britto teriam sido fechadas. Pelo menos temos que
reconhecer neste exemplo um esforço hercúleo do ex-
governador para finalmente trazer a discussão para as
diferentes formas de governar o Estado nos últimos oito
anos. Britto tem evitado o assunto governo porque as
comparações sobre (1) o crescimento da economia gaúcha,
(2) investimentos em educação e (3) ampliação da
participação popular lhe são completamente
desfavoráveis. O governo de Olívio Dutra fez mais e
melhor nestas três áreas capitais, sem contar várias
outras, como os programas de inclusão social Primeiro
Emprego, Família Cidadã e Coletivos do Trabalho, de
forma que Britto prefere não mais falar a respeito. Ele
odeia ficar em desvantagem.

Mas voltando às "mentiras do PT" sobre as farmácias de
manipulação: na verdade é a legalidade da iniciativa de
Britto que está sob suspeita. Um relatório da Secretaria
Estadual da Saúde entregue em agosto para investigação
do Ministério Público Estadual denuncia improbidade
administrativa de Britto na destinação de R$ 1 milhão
para 26 farmácias consideradas irregulares. O relatório
aponta inexistência de aval da vigilância sanitária,
farmácia operando sem registro dos medicamentos e sem
controle de qualidade.

A própria Zero Hora noticiou esta denúncia num estranho
formato na página 45 de 20 de agosto de 2002: uma coluna
para as denúncias de irregularidades apuradas pelo atual
governo do Estado e duas colunas inteiras para a defesa
das partes envolvidas, a saber, Britto, o ex-secretário
da Saúde Germano Bonow, a ex-secretária geral de governo
Janice Machado, o ex-presidente da Fundação Estadual de
Produção e Pesquisa em Saúde Antonio Dexheimer, o dono
da empresa que projetava as farmácias, Marco Antônio
Geib, e o ex-secretário de Saúde Marinon Porto. Foi um
curioso caso de equilíbrio na hora de ouvir as fontes em
que o contraponto era bem maior do que a notícia, edição
tão cuidadosa que comprometeu a compreensão da denúncia,
visto que faltou espaço para o leitor saber do que
exatamente tanta gente estava se defendendo.

Os dois exemplos de "mentiras do PT" que citamos não
colaram. Soam como juízos falsos, peças de ficção, o que
é uma temeridade dentro de uma campanha que se propõe a
denunciar justamente as contradições do adversário. E já
que a equipe de Britto encontra dificuldades para
rechear o seu principal mote de oposição, decidimos
antecipar nossa contribuição ao debate...

Será que eles consideram "mentira do PT" o não-
cumprimento do contrato para a instalação da Ford em
Guaíba? Pois foi a multinacional que interrompeu
negociações e preferiu cair nos braços de um governo do
PFL, amparada por uma decisão do governo federal sobre
incentivos fiscais que teve a ajuda de deputados gaúchos.

Será que eles definem como "mentira do PT" o não-
pagamento de um reajuste de 190% para os salários do
magistério? O então candidato a governador Olívio Dutra
nunca prometeu tamanho aumento salarial.
Seriam "mentiras do PT" o fim dos pedágios? Os mil,
novecentos e trinta e seis quilômetros de estradas
entregues desde 1999 não têm pedágios.

E quanto às mentiras da oposição? Será que eles não
estão mentindo (deturpando, exagerando, corrompendo
sentidos) quando utilizam em promessas verbos
como "retomar" o desenvolvimento do Estado? O
desenvolvimento do Estado já vem sendo retomado com o
governo da Frente Popular, depois do crescimento
medíocre de apenas 0,8% nos quatro anos do governo
Britto.

Será que eles não mentem reiteradamente quando afirmam
que o próximo governo precisa "despartidarizar" a
Brigada Militar? A BM não foi partidarizada com o PT,
isso seria ofensivo aos 160 anos da instituição. Desde
1999, as promoções por antiguidade foram em proporção
30% maior do que no governo anterior.

É triste notar que entre as maiores transformações
promovidas no debate público dos últimos quatro anos no
Estado esteja uma inédita deturpação dos sentidos das
palavras. Dependendo do lado em que se está na
política, "atraso" vira sinônimo de "modernidade",
uma "objeção" é rapidamente promovida a "intimidação",
testemunhas fazem julgamentos sumários numa subcomissão
na Assembléia com rituais de CPI, a Justiça é acusada
de "jogar o jogo", caixeiro-viajante neoliberal sai da
cama pela manhã com dor nas costas e se vê pedindo votos
como ... trabalhista. Metamorfoses das mais fantásticas.
Franz Kafka pelo menos tinha senso de humor. A crônica
política gaúcha está a exigir habilidades ainda mais
especiais de seus narradores.

Voltei...

Voltei vagabundagem...
Logo rechearei este blo de inutilidades, como de costume...