quinta-feira, outubro 17, 2002
Serra. Não fosse, não teria arriscado perder uma imagem
construída em trinta anos de simpática convivência com
os espectadores ao estrelar o momento mais baixo da
campanha eleitoral, até agora.
Regina leu ontem (14 de outubro, no programa eleitoral
de José Serra) um texto de Nizan Guanaes, uma síntese do
que a publicidade tem de pior: a capacidade de comover
com o reverso exato da verdade, o que é muito mais que
uma simples mentira. O sentido do texto é provocar medo,
alertar para o perigo da vitória de Lula. A situação
está ruim? Esqueça a esperança de que ela melhore e
tenha medo: pode piorar. Ou, como disse o especulador
(lucro de 500 milhões de reais no primeiro semestre
deste ano) a um desempregado (12 milhões no país) cujo
filho foi morto a tiros (14 mil jovens por ano, 82%
negros): "Não podemos perder o que já conquistamos".
Num texto curto, de 171 palavras, o medo aparece quatro
vezes. Esta repetição é o principal, quase o único
sentido do texto. No mais, é o velho preconceito e
terrorismo de sempre: Regina tem medo da volta da
inflação, da pressão nacional e internacional, da perda
da estabilidade, só não tem medo de dizer frases sem
sentido. Abre o texto dizendo "eu estou com medo" e
fecha dizendo que vota "sem medo". Como ela pode votar
sem medo se está com medo? O que ela diz, claramente, é
o exato oposto: vota com medo. O que ela quer dizer (ou
o que o texto de Nizan quer que ela diga) é: "tenha
medo, vote em Serra". Regina diz também que "achava que
conhecia" o Lula, mas hoje não o reconhece mais, "tudo o
que ele dizia mudou muito" (sic) e "isso dá medo na
gente".
Não entendi essa. O que o Lula "dizia" mudou muito?
Talvez o Nizan queira dizer que o que o Lula diz hoje é
diferente do que ele dizia antes, que o Lula mudou.
(Fato que o próprio Lula não cansa de lembrar.
Assustador é quem não muda nunca.) Talvez a Regina
queira dizer que sente medo do Lula ter mudado, queria
que ele continuasse como era antes. É isso? Não, não é
nada disso.
É só uma velha amiga, olhando diretamente para a câmera,
com medo real ou simulado, e repetindo muitas vezes a
palavra medo. É compreensível que as elites de sempre e
os agiotas da hora lutem bravamente para manter seus
lucros exorbitantes no país mais injusto do planeta. O
triste é ver uma artista chamar de "lata do lixo" a
esperança de uma vida melhor de milhões de brasileiros,
muitos deles seus fãs, e muitos deles vivendo em
condições de vida duríssimas. Esta esperança está
representada, neste primeiro turno, por 40 milhões de
votos em Lula e 75% de votos na oposição. Regina poderia
ter encerrado sua carreira sem representar o papel de
porta-voz da covardia.
Sexta feira tem comício do Lula em Porto Alegre...
Eu vou... Alguém mais se habilita?
"Eu estava ontem à noite na minha casa, com meu marido Marcos, e a gente estava assistindo ao programa eleitoral do José Serra. Há muito tempo eu não me sentia tão revoltada. Eu me senti desresepeitada, me senti violentada como cidadã brasileira, como eleitora.
Veja bem, eu não estou aqui para falar mal de ninguém. Eu vim aqui registrar o meu protesto. Eu procurei o pessoal do Lula e pedi para vir aqui fazer esse depoimento. Para dizer o quanto eu estou chocada com o uso do terrorismo, com o uso do medo numa campanha para presidente da República do meu país.
Será que já não basta o medo que o Brasil vive no seu dia-a-dia? O medo de você sair na rua e ser assaltado, o medo de milhões de brasileiros desempregados que não sabem como sustentar suas famílias, o medo de você morrer doente na fila de um hospital público.
A eleição vai passar. O Brasil continua. E eu quero dizer que um candidato que precisa aterrorizar a população brasileira em vez de se calcar às suas próprias virtudes para tentar se eleger não merece meu respeito. Não merece minha confiança, e, no meu entender, não mereceria jamais ser Presidente da República."
A ABRAÇO (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), a Fundação Educativa e Cultural Rádio Favela FM, o CONRAD (Conselho Regional de Radiodifusão Comunitária POA/RS) e o Comitê pela Democratização da Comunicação do Rio Grande do Sul reunidos em Porto Alegre no dia 15 de outubro, em Ato Público em Defesa das Rádios Comunitárias, manifestam:
O movimento pela democratização da comunicação no Brasil teve seu início junto à luta pela Constituinte, ainda nos anos de chumbo, resultando na organização de um dos mais importantes movimentos do mundo comprometido na luta pela liberdade de expressão, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Este aglutinou nos anos 90 entidades sindicais, culturais, sociais e populares, sendo mais de 30 nacionais e quase 300 de âmbito estadual. A própria organização do movimento de rádios comunitárias foi conseqüência do trabalho do FNDC.
Há seis anos tínhamos pouco mais de 3.200 rádios autorizadas operando em cerca de 1.500 cidades brasileiras, menos de 1/3 dos nossos municípios. Nesta mesma época, éramos perto de 2 mil emissoras de baixa potência em funcionamento, em aproximadamente mil municípios. Nestes seis anos, um pequeno número de novas rádios autorizadas entraram no ar, enquanto mais de 20 mil emissoras de baixa potência foram instaladas em cerca de 4 mil municípios, com programação ao vivo todos os dias. Este fato está tornando o Brasil uma das poucas nações, senão a única, que nos últimos 5 anos vem vivendo uma profunda transformação em seu sistema de radiodifusão.
As emissoras de baixa potência, apesar de possuírem endereços fixos, estatutos e alvará de funcionamento, estão sendo colocadas na clandestinidade e na ilegalidade, e perseguidas de forma criminosa por governantes corruptos e comprometidos com os interesses das elites nacionais e internacionais. Só no último período foram fechadas - lacradas, segundo o ex. ministro das comunicações - mais de 5 mil rádios de baixa potência.
O fenômeno das rádios comunitárias que ocorre de modo irreversível se deve não só ao fato da apropriação tecnológica em larga escala por diversos segmentos da população, como também porque são essas emissoras o espaço onde a publicidade e o intercâmbio das atividades políticas, econômicas, sociais e culturais começam a possibilitar o auto-desenvolvimento das comunidades. Vale salientar que grande parte dessas emissoras representam o mais importante instrumento de organização da comunidade.
Sendo assim, repudiamos, veementemente, as ações arbitrárias de fechamento das rádios comunitárias, que vão contra o direito à livre expressão garantido na Constituição federal.
Por isso, defendemos:
- Buscar a representação do movimento de radiodifusão comunitária no Conselho Nacional de Comunicação Social;
- Criação e instalação dos Conselhos Estaduais e Municipais de Comunicação Social, com representação do movimento de radiodifusão comunitária;
- Criação de leis Municipais para a radiodifusão comunitária;
- Regionalização da avaliação de processos de autorização para radiodifusão comunitária, com transparência nos processos;
- Fim da lei da mordaça 9.612/98, seguido da retomada das discussões de uma lei para radiodifusão comunitária a partir do acumulado pelo movimento e sociedade;
- Liberação dos pedidos para funcionamento, em caráter provisório, das rádios comunitárias que solicitaram autorização junto ao Ministério das Comunicações;
- Devolução de todos os equipamentos seqüestrados pela Anatel e Polícia Federal;
- Fim dos processos em curso e anistia a todos que foram condenados por operar ou instalar rádios comunitárias;
- Processo administrativo, com punição exemplar para todos aqueles que na ilegalidade, violentaram, fecharam, seqüestraram equipamentos das emissoras comunitárias, e de, forma injusta e ilegal, prenderam seus dirigentes;
- Que o Conselho Nacional de Comunicação apresente relatório da real situação do monopólio e oligopólio das comunicações no Brasil nos últimos quatro anos;
- A inclusão da radiodifusão comunitária nas leis de incentivo à cultura e na distribuição das verbas publicitárias institucionais nos âmbitos federal, estadual e municipal;
- Debate com todos setores da sociedade interessados na construção de uma nova lei geral de comunicação, que garanta a todo cidadão o direito de informar e ser informado e a universalização do acesso de todos e a todos os meios de comunicação e tecnologias.
Direto do boletim da CUT... Os 45 escândalos de FHC para Regina Duarte perder o medo...
Aliás, vamos combinar, que atitude vulgar e ridícula a dela...
Olá, Regina Duarte,
Respeitamos seu voto e sua opção "ideológica", só não concordamos quando você utiliza o mesmo discurso do "medo" que já atrasou o país tantas vezes e nos impediu de ter fé no futuro.
Abaixo, já que você gosta do 45, publicamos 45 "atos e omissões do governo Serra" que tornou, nos últimos 8 anos, essa nação muito pequena, miúda, do tamanho da sua consciência política.
Enfim, nos diga, após o FFHHCC, vamos ter medo de quê?
PS: Você é, definitivamente, uma ótima atriz.
Boa leitura!
Redação da Novae
45 escândalos que
marcaram o governo FHC
Por João Paulo Cunha, deputado e líder do PT
1 - Conivência com a corrupção
O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
2 - O escândalo do Sivam
O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
3 - A farra do Proer
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
4 - Caixa-dois de campanhas
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
5 - Propina na privatização
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
6 - A emenda da reeleição
O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
7 - Grampos telefônicos
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
8 - TRT paulista
A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
9 - Os ralos do DNER
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
10 - O "caladão"
O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
11 - Desvalorização do real
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
12 - O caso Marka/FonteCindam
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
13 - Base de Alcântara
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
14 - Biopirataria oficial
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
15 - O fiasco dos 500 anos
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
17 - Drible na reforma tributária
O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
18 - Rombo transamazônico na Sudam
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
19 - Os desvios na Sudene
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
20 - Calote no Fundef
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
21 - Abuso de MPs
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
22 - Acidentes na Petrobras
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
23 - Apoio a Fujimori
O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
24 - Desmatamento na Amazônia
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
25 – Os computadores do FUST
A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
26 - Arapongagem
O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
27 - O esquema do FAT
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
28 - Mudanças na CLT
A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
29 - Obras irregulares
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
30 - Explosão da dívida pública
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
31 - Avanço da dengue
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
32 – Verbas do BNDES
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
33 - Crescimento pífio do PIB
Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
34 – Renúncias no Senado
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
35 - Racionamento de energia
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
36 - Assalto ao bolso do consumidor
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
37 – Explosão da violência
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
38 – A falácia da Reforma agrária
O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
39 - Subserviência internacional
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
40 – Renda em queda e desemprego em alta
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
41 - Relações perigosas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.
42 – Violação aos direitos humanos
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
43 – Correção da tabela do IR
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
44 – Intervenção na Previ
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
45 – Barbeiragens do Banco Central
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.
URGENTE
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Pena que tu não tá aquí pra ir na feira...
Ontem a Leila arrastou o governador e a primeira dama pro nosso stand...
Tinha de ver o seu Miltinho e o Home juntos...
Huahahahahahahahahahahaha...
Matamo à machadinha...
quarta-feira, outubro 16, 2002
Tem destinatário e endereço certos, e é a seguinte:
"Pior que mentir para os outros, é contar mentiras pra sí mesmo".
Um sujeito estava sozinho, tomando as suas cervejas num desses bares nas coberturas dos prédios. De repente, ele cutucou o cara da mesa do lado e falou:
- Você sabia que este prédio tem uma peculiaridade muito interessante? Se eu pular daqui, existe uma corrente de ar tão forte que é capaz de me empurrar de volta aqui para cima!
- Impossível. Duvido!
- Vou provar pra você!
Então ele pulou e, em alguns segundos retornou. O outro sujeito ficou fascinado e também pulou, só que se esborrachou lá embaixo.
Pouco depois, o garçom atende o sujeito que restou:
- Porra, super-homem, você quando bebe fica escroto pra cacete, hein?
Moral da estória: nunca confie na primeira impressão...
Em todo o caso...
A audácia!
Quem o Lula pensa que é, tomando Romanée-Conti? Gente? O que é isso? Onde é que estamos? Romanée-Conti não é pro teu bico não, ó, retirante. Vê se te enxerga, ó, pau-de-arara. O teu negócio é cachaça. O teu negócio é prato-feito e ceva e olhe lá.
A audácia do Lula!
Hoje tomam Romanée-Conti, amanhã vão querer o quê? No mínimo se achar iguais a nós. Pedir os mesmos direitos. Viver como a gente, que tem berço, que tem classe, que tem bom gosto e portanto merece o melhor. E nós sabemos como isso acaba. Logo, logo vão estar querendo subir pelo elevador social.
O Lula tomando Romanée-Conti... Ora, faça-me o favor. Que coisa grotesca. Que coisa ridícula. Que acinte. Que escândalo. E que desperdício. Vai ver ele não sabe nem pronunciar o nome, quanto mais apreciar o sabor. Vai ver derramou um pouco pro santo, na toalha. Romanée-Conti não é pra gentinha, não, Lula. As coisas boas da vida são para as pessoas finas do mundo, não pra pé-rapado que bota gravata e acha que é doutor. Muito menos pra pé-rapado brasileiro.
Está bom, foi só um gole. Mas é assim que começa. Hoje tomam um gole de Romanée-Conti, amanhã estão com delírio de grandeza, pedindo saneamento básico, habitação decente, oportunidade de trabalho e até – gentinha metida a grande coisa não sabe quando parar – mais saúde pública, mais igualdade e caviar. Enfim, essas coisas que intelectual comunista põe na cabeça deles. Sim, porque a índole natural da nossa gentinha, em geral, é boa. Se pudessem escolher, escolheriam angu aguado e vinho Boca Negra, coisas autênticas, às vezes mortais, mas pitorescas. Como eles, que até hoje nunca tinham incomodado ninguém, que até hoje conheciam o seu lugar. Agora, depois da gentinha provar Romanée-Conti, ninguém sabe o que pode acontecer neste país. Deram álcool para os índios! Nenhum branco está mais seguro.
O Lula tomando Romanée-Conti... É o cúmulo. É uma inversão completa dos valores sob os quais nos criamos, segundo os quais se Deus quisesse que os pobres tomassem vinho de rico daria uma ajuda de custo. É o fim de qualquer hierarquia social, portanto o caos. Ainda bem que ainda existem patriotas alertas para denunciar o ridículo, o acinte, o escândalo, e chamar o Lula de volta à humildade. Para mandar o Lula se enxergar.
Sim, porque hoje é Romanée-Conti e amanhã pode ser até a Presidência da República. Gentinha que não conhece o seu lugar é capaz de tudo.
terça-feira, outubro 15, 2002
Mas que sacanagem foi essa da Globo colocar o especial daquelas duas lagartixas saltitantes - "Sandy e Junior" de presente para o dia das crianças hein????
É por isso que o Brasil não vai pra frente: tratando das crianças desse jeito não teremos futuro mesmo...
Abra o Kazaa e digite Black Rio.
Depois baixe Carrossel...
O resto é por tua conta...
Um rack pra tv que eu ví na TeS: só 1000 pilas... Mais caro que a TV...
Huahahahahahahahahahahahahahahah...
Que país é esse hein?
Belíndia ( Bélgica + Índia ) né?
Hum, o interessante de se fazer habitualmente as coisas de um mesmo jeito é que sempre aparece alguém reclamando das mudanças...
E eu que sou burro ainda fico impressionado com a inércia das pessoas em digerir mudanças, mesmo que elas sejam minúsculas...
A candidatura dos sem-projeto
Os jornais gaúchos, que dedicam grandes espaços hoje (14) à campanha política, tornam evidente a formidável lacuna que o antipetismo busca esconder: a falta de um projeto da parte das forças privatistas de Rigotto e Serra.
Em apenas uma entrevista ao Jornal do Comércio, "Rigotto admite governar com Lula presidente" (p.18 e 19), o candidato, que substitui Britto nas esperanças do neo-liberalismo, menciona uma dezena de vezes o seu projeto, que não pode ser explicitado, por inexistir.
O JC pergunta: "Qual sua expectativa de apoios para o segundo turno?". O candidato, lá pelas tantas, diz que "esses apoios são importantes (...) para fortalecermos nosso projeto". Que projeto? JC: "Há peemedebistas que não aceitariam a participação dele (Britto) na campanha?" O candidato afirma que "devemos passar por cima das divergências localizadas e pensarmos na defesa desse projeto que apresentamos ao Rio Grande". Que projeto?
Em seguida, o JC pergunta a Rigotto sobre "sua ligação e de seu partido com a candidatura do tucano José Serra". Trechos da resposta: "Mas minha primeira preocupação é apresentar meu projeto (que projeto?), discutir o Estado. (...) Vou "transformar o governo federal em parceiro para implementação de nosso projeto"(...). Quem projeto? Há regiões "que não têm projeto específico"... e vai por aí.
É Zero Hora que joga um pouco de luz sobre o misterioso "projeto" Rigotto. Na matéria "Candidatos dedicam domingo ao corpo-a-corpo" (ZH, p.10) lemos, com todas as letras: "Rigotto frisou que pretende manter projetos do atual governo, como o Primeiro Emprego e o Família Cidadã". Em suma, o candidato do antipetismo quer governar com projetos do Partido dos Trabalhadores. A mídia, por linhas tortas, mostra hoje como o RS pode chegar, com Rigotto, ao cúmulo do absurdo.
Dois padres vão tomar banho. É tarde. Se despem e entram nas duchas, mas
percebem que estão sem sabonetes.
Um deles diz:
- Eu tenho sabonetes em meu quarto. Vou buscá-los.
Sendo já tarde, não se preocupou em vestir-se pensando em ganhar tempo e dirigiu-se a seu quarto completamente nu. Pega dois sabonetes, um em cada mão, e volta rapidamente ao banheiro. Na metade do corredor vê três freiras que se aproximam. Não tendo onde se esconder, encosta-se na parede e fica imóvel, como uma estátua. As três irmãs se aproximam comentando quanto é bem feita aquela imagem.
De repente, uma delas leva a mão e lhe puxa o "passarinho". O padre pego de surpresa, deixa escapar um sabonete!
A segunda freira exclama:
- Ei! É um distribuidor de sabonetes! E, para comprovar a teoria, a segunda freira lhe puxa o "passarinho" e o padre deixa cair o outro sabonete.
A terceira freira puxa uma vez e nada. Puxa duas: nada!!! Começa a fazer um puxa-empurra, vai-e-vem e, de repente, grita contente:
- Olhem!!! Tem também sabonete líquido!!!
